A Legião Estrangeira ruiu diante do próprio amadorismo e da desorganização tática, como já era previsível para qualquer brasileiro que não viva de fantasia patriótica. Já era sabido — embora muitos insistiam em negar — que a seleção enviada à Copa do Mundo está longe de representar o que temos de melhor em termos técnicos. O que se viu ontem foi um time acuado, tropeçando nas próprias pernas, incapaz de produzir um único lampejo de criatividade objetiva. O que restou de bom veio de fora das quatro linhas: a empolgação natural da torcida brasileira, sempre fiel, e o hino nacional, desta vez executado com a solenidade que merece, sem virar meme. No campo, porém, reinou o vazio — um silêncio tático que nem o grito das arquibancadas conseguiu preencher. Que venham, então, os guardiões da Cidadela Laferrière . Se não for para vencer, que ao menos sirva para nos lembrar que futebol, como a vida, não perdoa quem entra em campo sem alma.
Bem‑vindo ao blog de Nélson Menezes Florisbal — um lugar para histórias simples, humanas e cheias de verdade. Aqui você encontra crônicas breves que registram momentos do cotidiano: um gesto, um ruído, um encontro, um pensamento que surge no meio da pressa. São relatos que abraçam o leitor e mostram que, mesmo nos dias mais comuns, sempre há algo digno de ser contado.