Há temas que, de tão revisitados, parecem já ter perdido o brilho. A incredulidade é um deles. Essa velha conhecida que nos acompanha desde que o mundo é mundo, sempre pronta para se manifestar quando algo não bate, não encaixa, não convence. Como reza a falácia popular, “bate-se o martelo”, mas a verdade exposta continua a parecer torta, exagerada, suspeita. E então, quase sem que percebamos, aquela frase shakespeariana — há algo de podre no reino da Dinamarca — atravessa o pensamento como um reflexo condicionado, sinal de que a incredulidade ainda não nos abandona. O imponderável acontece. E quando acontece, desmonta nossas certezas com a delicadeza de um vendaval. Ficamos ali, meio zonzos, olhando para fatos que saltam aos olhos, que nos deixam pasmos, incrédulos, como quem tenta decifrar um truque de mágica. E nesta Copa do Mundo, a incredulidade resolveu fazer morada. Não é uma visita ocasional; é hóspede permanente. A cada rodada, a cada apito, a cada decisão que parece co...
Bem‑vindo ao blog de Nélson Menezes Florisbal — um lugar para histórias simples, humanas e cheias de verdade. Aqui você encontra crônicas breves que registram momentos do cotidiano: um gesto, um ruído, um encontro, um pensamento que surge no meio da pressa. São relatos que abraçam o leitor e mostram que, mesmo nos dias mais comuns, sempre há algo digno de ser contado.