A vida me ensinou muitas coisas, mas nenhuma tão intrigante quanto uma interrogação. Sim, uma simples interrogação — esse gancho torto que, ao invés de puxar respostas, puxa metade da minha capacidade de entender o mundo. Parece exagero, mas não é. Eu realmente travo. Principalmente quando o assunto envolve… combustível. Porque lá estou eu, inocente, diante da bomba — não há que explode, a outra, a que suga a alma e o salário — e leio em letras garrafais: GASOLINA. Só gasolina. Simples. Direta. Objetiva. Só que não. A tal gasolina, descubro eu, é um fóssil. Não no sentido de ultrapassada, mas no sentido literal: restos de dinossauros, samambaias jurássicas e sei lá mais o quê. Até aí tudo bem. O problema é quando vem a Gasolina Comum, que de comum não tem nada. Tem 27% de álcool anidro, um toque de enxofre, e provavelmente um pouco de lágrimas de consumidores, mas isso a lei não exige declarar. E as outras variações? Ah, essas são um carnaval químico. Cada uma com seu tempero, seu arom...
Bem‑vindo ao blog de Nélson Menezes Florisbal — um lugar para histórias simples, humanas e cheias de verdade. Aqui você encontra crônicas breves que registram momentos do cotidiano: um gesto, um ruído, um encontro, um pensamento que surge no meio da pressa. São relatos que abraçam o leitor e mostram que, mesmo nos dias mais comuns, sempre há algo digno de ser contado.