A seleção brasileira adiou, de novo, a busca pela sexta estrela. Nada surpreendente. O que entrou em campo não foi o Brasil — foi uma caricatura, uma cópia malfeita, sem alma, sem garra, sem brilho. Uma seleção que parece ter vergonha da própria identidade, moldada ao estilo europeu por convocações equivocadas e decisões tão tardias que, quando finalmente acordaram, já havia uma muralha viking esperando para nos lembrar do óbvio: quem não sabe o que é, não vence ninguém. O gosto da derrota é amargo, mas não injusto. É o sabor exato do que construímos: um time sem personalidade, sem coragem, sem rumo. Agora resta catar os cacos — e olha que são muitos — para tentar reinventar não apenas o futebol, mas a forma de pensar o futebol. Porque o que vimos foi um Brasil que não pensa, não reage, não sente. Apenas cumpre tabela. É difícil analisar com frieza quando a frustração ainda está quente, mas não dá para fingir que o problema foi só o adversário. Do outro lado havia equipes ...
Bem‑vindo ao blog de Nélson Menezes Florisbal — um lugar para histórias simples, humanas e cheias de verdade. Aqui você encontra crônicas breves que registram momentos do cotidiano: um gesto, um ruído, um encontro, um pensamento que surge no meio da pressa. São relatos que abraçam o leitor e mostram que, mesmo nos dias mais comuns, sempre há algo digno de ser contado.