Economia é uma palavra antiga, nascida lá na Grécia de Aristóteles: oikonomía : oiko s, casa; nomos , administração. No começo, tratava da arte de gerir os bens da família ou da pólis. Hoje, virou ciência, profissão, campo de estudo — mas também virou folclore. Porque, convenhamos, economia não vive só nos livros: vive nas pessoas. Tenho amigos economistas, profissionais brilhantes, dedicados, daqueles que enxergam números onde eu só vejo caos. Mas também tenho amigos “econômicos”. Não no sentido acadêmico — no sentido popular mesmo: canguinhas, pão-duro, mão de vaca, sovinas, avarentos, unha de fome. O dicionário inteiro cabe neles. E, claro, estão sempre presentes: nos churrascos, nas festas, nos encontros. São personagens fixos, quase patrimônio imaterial da amizade. Lembro de um episódio com a nitidez de quem revive a cena. Estávamos em um congresso da minha área profissional, e na hora do almoço fomos todos a um restaurante daqueles pé sujo de beira de praia, ond...
Bem‑vindo ao blog de Nélson Menezes Florisbal — um lugar para histórias simples, humanas e cheias de verdade. Aqui você encontra crônicas breves que registram momentos do cotidiano: um gesto, um ruído, um encontro, um pensamento que surge no meio da pressa. São relatos que abraçam o leitor e mostram que, mesmo nos dias mais comuns, sempre há algo digno de ser contado.