Silenciou-se o canto de “Bagre Fagundes”, lenda viva da música nativista, que agora segue para outras querências levando consigo o som do Alegrete. Fica a herança de um autêntico gaúcho, daqueles que honram o pago e carregam no peito o compromisso de divulgar nosso cancioneiro. E não há gaúcho que não tenha, em algum momento da vida, ouvido, cantado ou bailado ao som de Canto Alegretense — seja nos fandangos, seja nos churrascos que unem famílias pelas casas do Rio Grande. Essa música atravessou gerações como um hino afetivo, sempre presente quando o coração quer lembrar de onde veio. Como diz a estrofe de sua própria música: “E na hora derradeira que eu mereça, ver o sol alegretense entardecer. Como os potros, vou virar minha cabeça, para os pagos no momento de morrer.” Rendo aqui minha homenagem a este grande centauro dos pampas, oriundo de uma família que sempre enalteceu as tradições gaúchas e que, juntos, produziram clássicos eternos da nossa discografia. Siga em paz, Eu...
Bem‑vindo ao blog de Nélson Menezes Florisbal — um lugar para histórias simples, humanas e cheias de verdade. Aqui você encontra crônicas breves que registram momentos do cotidiano: um gesto, um ruído, um encontro, um pensamento que surge no meio da pressa. São relatos que abraçam o leitor e mostram que, mesmo nos dias mais comuns, sempre há algo digno de ser contado.