Já subi a encosta do Vesúvio, sentindo sob os pés o silêncio quente de um vulcão que ainda respira. Pisei nas alamedas de Pompéia, onde o tempo se petrificou em cinzas e memórias. Desbravei as encostas da ilha de Capri, deixando que as águas do Mediterrâneo molhassem minha pele como quem batiza um viajante para novas jornadas. Do Atol das Rocas ao ponto mais setentrional do continente europeu, atravessei latitudes como quem coleciona horizontes. Observei o Atlântico com a visão de um desbravador desde a torre de Belém, imaginando caravelas rasgando mares desconhecidos. No Coliseu senti a energia dos gladiadores ecoando pelas pedras, e quase ouvi a agitação na Tribuna de Júlio César. Caminhei pelas ruínas do Fórum Romano, onde imperadores conduziam os destinos de Roma com gestos que ainda parecem vibrar no ar. Nos labirintos subterrâneos da cidade, percorri caminhos tocados por Da Vinci e Michelangelo, mestres que moldaram o Renascimento com mãos que pareciam conversar com a luz. ...
Bem‑vindo ao blog de Nélson Menezes Florisbal — um lugar para histórias simples, humanas e cheias de verdade. Aqui você encontra crônicas breves que registram momentos do cotidiano: um gesto, um ruído, um encontro, um pensamento que surge no meio da pressa. São relatos que abraçam o leitor e mostram que, mesmo nos dias mais comuns, sempre há algo digno de ser contado.