Estamos concluindo a primeira etapa classificatória desta Copa do Mundo espalhada por três países — por quê, exatamente, ainda não sei. Talvez um dia eu entenda, talvez não. Por enquanto, o que me importa é ajustar meu ponto de vista de leigo: aquele que, ou já está velho demais para absorver os novos conceitos, ou simplesmente não vê sentido nas mudanças que não acrescentam nada ao que sempre existiu. Afinal, a bola continua sendo uma bola — agora automatizada, sensível a estímulos, quase um ser vivo. O objetivo também permanece o mesmo: duas traves retangulares, separadas por alguns metros, onde atletas de equipes adversárias tentam fazer a bola passar. Simples. Ou pelo menos era. Hoje, o futebol virou um laboratório. Acrescentaram tempo de reposição, punições por gestos, intervalos para hidratação, e mais uma dezena de critérios que ninguém pediu. E claro, o VAR — essa invenção que prometia justiça, mas que mais atrapalha do que corrige. Frações imperceptíveis agora...
Bem‑vindo ao blog de Nélson Menezes Florisbal — um lugar para histórias simples, humanas e cheias de verdade. Aqui você encontra crônicas breves que registram momentos do cotidiano: um gesto, um ruído, um encontro, um pensamento que surge no meio da pressa. São relatos que abraçam o leitor e mostram que, mesmo nos dias mais comuns, sempre há algo digno de ser contado.