Neste final de semana, me juntei à desesperança dos amigos — ao ar pesado que paira sobre o futebol gaúcho — e às arquibancadas já vazias, onde Grêmio e Inter atravessam o Brasileirão como quem caminha sobre um fio esticado entre o abismo e a crença de que ainda é possível. A razão, essa velha conselheira, tenta sussurrar ao torcedor que o campeonato é longo, que matemática existe, que ainda há rodadas suficientes para corrigir rumos, reorganizar esquemas, reencontrar o futebol que se perdeu em algum lugar entre lesões, escolhas equivocadas e noites mal dormidas. Ela calcula, projeta, desenha cenários: “Se ganhar dois, empata um, torce por tropeço alheio…”. A razão é paciente, metódica, quase fria. Mas o coração — ah, o coração — esse não sabe esperar. Ele pulsa em vermelho e azul, exige reação imediata, cobra raça, entrega, mudança. Ele não entende por que o Grêmio sofre para sair da zona da confusão, por que o Inter tropeça quando mais precisa caminhar firme. Ele...
Bem‑vindo ao blog de Nélson Menezes Florisbal — um lugar para histórias simples, humanas e cheias de verdade. Aqui você encontra crônicas breves que registram momentos do cotidiano: um gesto, um ruído, um encontro, um pensamento que surge no meio da pressa. São relatos que abraçam o leitor e mostram que, mesmo nos dias mais comuns, sempre há algo digno de ser contado.