Hoje vou abordar um tema sensível. A disputa eleitoral chegou novamente e, para ser franco, insistir no óbvio já não faz sentido. As cartas estão expostas, e nenhuma alternativa oferece um projeto de governo consistente. É a mesma engrenagem desgastada que gira desde 15 de novembro de 1889. Naquele dia, tínhamos um marechal — Deodoro da Fonseca — à frente do golpe militar que depôs Dom Pedro II e proclamou a República. A história seguiu seu curso, mas o país nunca mais foi o mesmo. Iniciamos outra caminhada, marcada por lutas, discórdias, ideologias, suicídios e cassações. Entre tropeços e remendos, fomos nos acostumando a viver entre o futebol, o samba, a cachaça e certas práticas menos confessáveis. E, se o assunto for polêmica, o terreno é tão amplo quanto um campo de futebol: aqui, derrota nunca é aceita; se ela veio, é porque alguma coisa — inevitavelmente — estava errada. Mas o que pretendo dizer é simples: apesar da instituição do voto secreto — que de secreto tem...
Bem‑vindo ao blog de Nélson Menezes Florisbal — um lugar para histórias simples, humanas e cheias de verdade. Aqui você encontra crônicas breves que registram momentos do cotidiano: um gesto, um ruído, um encontro, um pensamento que surge no meio da pressa. São relatos que abraçam o leitor e mostram que, mesmo nos dias mais comuns, sempre há algo digno de ser contado.