O Gre ‑ Nal n ã o perde intensidade por falta de vontade. Perde porque o desempenho dos dois times anda t ã o irregular com as mudan ç as dos projetos das dire çõ es; se é que existe, cada ano troca t é cnico, filosofia, contrata çõ es, discurso … nada amadurece. Os elencos são montados por urgência, não por ideia — jogadores chegam para “tapar buraco”, mas o buraco continua lá, firme, resiliente, quase heróico. A política interna é tão presente que às vezes parece que o clube joga com doze: onze em campo e um conselheiro soprando no cangote. O torcedor olha e não sabe se o time tenta atacar, defender ou apenas cumprir tabela. E a base, coitada, virou quase lenda: todo mundo diz que existe, mas ninguém vê. Com esse cenário, o clássico sofre. Porque Grenal é termômetro — e ultimamente anda marcando febre baixa. Quando os clubes estão fortes, o jogo explode, vira caos, vira ópera, vira guerra santa. Quando estão fracos, o Grenal murcha, desce a ladeira, vira aque...
Bem‑vindo ao blog de Nélson Menezes Florisbal — um lugar para histórias simples, humanas e cheias de verdade. Aqui você encontra crônicas breves que registram momentos do cotidiano: um gesto, um ruído, um encontro, um pensamento que surge no meio da pressa. São relatos que abraçam o leitor e mostram que, mesmo nos dias mais comuns, sempre há algo digno de ser contado.