Na minha infância, os refrigerantes tinham outros sabores. Eram muitas opções: Laranjinha , Crush , Grapette — quem bebe repete — e eu, na minha inocência infantil, juntava moedas naquele porquinho-cofrinho já descrito, que ficava sobre a geladeira da cozinha lá de casa. Aos finais de semana, nas minhas aventuras pela praia de Ipanema — não a do Rio, mas a do Guaíba (e não me venham com “lago”, por favor) — eu corria para comprar minha garrafinha de vidro gelada, de “Pepsi”, minha preferida na época. Eu me deliciava com aquele líquido efervescente sem a menor preocupação com diabetes, triglicerídeos, glicose, glicemia, “glicotudo”. A única conta que eu fazia era: dá pra comprar outra? Tomar refrigerante em garrafa de vidro tinha outro sabor. Talvez porque a gente não lia rótulo, não tinha nutricionista no “Instagram” e o máximo de advertência médica vinha da mãe dizendo: “não toma gelado que dá dor de garganta”. Hoje, se eu apareço com uma Pepsi, meu cardiologista me olha como...
Bem‑vindo ao blog de Nélson Menezes Florisbal — um lugar para histórias simples, humanas e cheias de verdade. Aqui você encontra crônicas breves que registram momentos do cotidiano: um gesto, um ruído, um encontro, um pensamento que surge no meio da pressa. São relatos que abraçam o leitor e mostram que, mesmo nos dias mais comuns, sempre há algo digno de ser contado.