Sempre que viajo, minha agenda inclui uma visita ao Mercado Público da cidade em que estou. É automático, um ato espontâneo que me leva a caminhar por entre bancas repletas de cores, sabores e aromas. É um deleite para os olhos e para o olfato. Queijos, embutidos, temperos, carnes; prateleiras e tulhas transbordam de produtos das mais diversas procedências. Os vendedores, quase membros da família, abordam a freguesia, cada um oferecendo seu produto como o de melhor qualidade e o de preço mais acessível. São os mais variados condimentos: açafrão, cominho, páprica, pimentas, louro, tomilho. Há também bacalhau, carnes especiais, farinhas e uma boa erva-mate para o chimarrão, além do vinho verde português. Logicamente, como em todo bom mercado público, existem os bares e restaurantes, com suas comidinhas regionais. Cada estabelecimento apresenta um cardápio próprio, capaz de despertar a curiosidade e proporcionar o deleite dos visitantes. E assim, entre uma viagem ...
Hoje estava divagando sobre a vida e sobre tudo o que fizemos em nossa passagem por este plano. Fui tomado por uma ansiedade repentina enquanto minha mente percorria momentos vividos. Tantas alegrias, tantas tristezas e tantas dúvidas. Perguntei a mim mesmo o que ainda estou deixando passar nesse fio de vida que, dia após dia, segue correndo. A vida é boa demais. Ainda tenho muito a fazer, muito a contribuir. Tenho uma vontade danada de sair pelo mundo, conhecer novos lugares, viver novas histórias e aproveitar todas as possibilidades que meu trabalho agora me proporciona nesta fase da aposentadoria. O melhor presente que a vida me deu foi a família e os amigos, peças indispensáveis nesta jornada. São eles que dão sentido aos dias, que transformam momentos simples em memórias eternas e que fazem valer cada passo do caminho. E agora, quando meu maior objetivo é simplesmente viver, viver muito e viver bem, percebo que o tempo não está acabando. Na verdade, ele está...