Às vésperas de uma Copa do Mundo, volta à cena um velho debate: para que servem os amistosos de última hora? A cada ciclo, repete-se o mesmo ritual — jogos protocolares, seleções incompletas, atletas exaustos — e, inevitavelmente, o mesmo desfecho: lesões, cortes e a sensação de que nada daquilo precisava ter acontecido. O que se viu recentemente com a seleção brasileira é um retrato fiel desse problema. Muitos dos convocados chegam da Europa com cargas físicas elevadíssimas, vindos de temporadas longas, intensas e cada vez mais exigentes. O futebol moderno cobra um preço alto: a condição física passou a se sobrepor à técnica, e o corpo, antes instrumento de arte, virou máquina submetida ao limite. Nesse cenário, submeter jogadores desgastados a amistosos de baixa relevância beira o contrassenso. O ganho tático é mínimo, especialmente quando o elenco já deveria ter assimilado os conceitos essenciais muito antes. O que se vê, na prática, é o oposto: improviso, ajustes de última ho...
Bem‑vindo ao blog de Nélson Menezes Florisbal — um lugar para histórias simples, humanas e cheias de verdade. Aqui você encontra crônicas breves que registram momentos do cotidiano: um gesto, um ruído, um encontro, um pensamento que surge no meio da pressa. São relatos que abraçam o leitor e mostram que, mesmo nos dias mais comuns, sempre há algo digno de ser contado.