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Canto do Ibirapuitã


Silenciou-se o canto de “Bagre Fagundes”, lenda viva da música nativista, que agora segue para outras querências levando consigo o som do Alegrete.

Fica a herança de um autêntico gaúcho, daqueles que honram o pago e carregam no peito o compromisso de divulgar nosso cancioneiro. E não há gaúcho que não tenha, em algum momento da vida, ouvido, cantado ou bailado ao som de Canto Alegretense — seja nos fandangos, seja nos churrascos que unem famílias pelas casas do Rio Grande. Essa música atravessou gerações como um hino afetivo, sempre presente quando o coração quer lembrar de onde veio.

Como diz a estrofe de sua própria música: “E na hora derradeira que eu mereça, ver o sol alegretense entardecer. Como os potros, vou virar minha cabeça, para os pagos no momento de morrer.”

Rendo aqui minha homenagem a este grande centauro dos pampas, oriundo de uma família que sempre enalteceu as tradições gaúchas e que, juntos, produziram clássicos eternos da nossa discografia.

Siga em paz, Euclides Fagundes Filho — poeta da pedra moura das quebradas do Inhanduí. Que teu canto siga cruzando o Ibirapuitã e encontrando quem ainda sabe ouvir o coração do Rio Grande.


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