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Eu Sou Feliz

 

Dizer eu sou feliz é quase um superpoder. Tem gente que passa a vida inteira procurando a tal felicidade como quem procura óculos que estão… na própria cabeça. Eu, não. Eu digo com gosto: sou feliz, e pronto. Sem manual de instruções.

Minha vida, vista de longe, como quem observa o próprio rastro na areia depois de uma longa caminhada, foi feita de alegrias que se repetiram mais vezes do que as tristezas ousaram aparecer. Houve conquistas, houve encontros, houve amizades — tantas que já perdi a conta. Dezenas, centenas, talvez mais. O inimaginável.

O Criador — ou essa Energia gigante que move tudo, inclusive meus tropeços — sempre me deu coisas boas. Às vezes eu acho que Ele olhava pra mim e dizia: “Vai lá, menino, tenta de novo. Mas cuidado com a esquina”. E eu ia. E dava certo. Ou dava errado, mas rendia história boa.

E quando penso nas conquistas, percebo que cheguei muito além do que um dia imaginei. A vida, generosa, me levou por caminhos que eu nem ousava desenhar.

Agora, enquanto escrevo estas linhas, minha mente viaja pelas décadas que deixei para trás. Repasso tudo o que vi, tudo o que vivi, tudo o que construí. Não escrevo por vaidade — escrevo porque quero deixar um rastro, um legado simples e verdadeiro: o de quem fui e do que obtive pelos meus atos.

Escrevo porque quero deixar registrado quem fui: alguém que viveu cercado de gente boa, que riu mais do que chorou, que tropeçou algumas vezes, mas sempre se levantou com estilo (ou pelo menos tentando parecer estiloso).

A todos os amigos — os de ontem, os de hoje, os que ainda lembram meu nome e os que só lembram da minha risada — deixo meu carinho. Vocês são a matéria-prima da minha história.

E por tudo isso, por cada abraço, cada conversa, cada aventura e cada churrasco bem passado ou mal passado, eu digo com a leveza de quem sabe o valor da própria jornada:

EU SOU FELIZ.

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