A fome tem muitas faces.
Há a fome evidente, aquela que
corrói o corpo e se manifesta em olhos cansados e mãos trêmulas.
Mas existe também a fome
invisível do conhecimento, da dignidade, da esperança.
Enquanto alguns lutam contra o
vazio do estômago, outros enfrentam a escassez de oportunidades, de afeto, de
perspectivas.
A fome não é apenas a falta de
alimento; é a ausência do que sustenta a vida em sua plenitude.
Em um mundo de excessos, onde
sobras se acumulam e desperdícios se tornam rotina, a fome persiste.
Não por falta de recursos, mas
pela desigualdade que separa quem tem de quem precisa.
Erradicar a fome não é apenas
alimentar bocas, mas nutrir almas. Dar acesso, garantir respeito, criar
caminhos para cada ser humano poder viver sem sentir o peso da escassez.
Porque ninguém deveria ter que lutar pelo básico.
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