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O Ofício de Escrever

 

Escrever diariamente é um hábito prazeroso, embora carregado de desafios. É preciso estar atento aos fatos do momento, vencer a barreira quase intransponível da língua com suas nuances gramaticais e, sobretudo, lidar com o temor de não saber como o leitor irá reagir ao texto. Quem escreve precisa ter a sensibilidade e a imparcialidade como meta — e isso nunca é simples.

Dias atrás, fui despertado por um comentário de um leitor:

“Crônica sensata para um tema conflitante. Parabéns pela abordagem instigante.”

A leitura dessas palavras, tão singelas, cria no autor uma responsabilidade nova: a de continuar abordando questões diárias, sociais e reflexivas, oferecendo ao leitor algo que o toque, o provoque, o faça pensar. Comentários assim são pequenos prêmios, discretos, mas profundamente gratificantes.

É por narrativas assim que sigo firme e constante nas minhas escritas. Continuo buscando inspiração para criar textos que, mesmo nos dias mais comuns — quando tudo parece igual — se voltem ao quase invisível, ao que só existe porque alguém decidiu olhar. Um detalhe mínimo, delicado, luminoso. Algo digno de ser contado.

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