Pela janela do ônibus, o mundo se desenrola em
faixas de luz.
Os grafites nas paredes contam histórias que
ninguém pediu,
mas que mesmo assim insistem em existir.
Meu olhar se perde além do vidro, onde a
cidade pulsa
e meus pensamentos caminham mais rápido que o
trânsito.
No vai‑e‑vem dos dias,
sigo o mesmo caminho,
E eu, passageiro do instante, observo a vida
acontecer
pela moldura breve do espaço coletivo.
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