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Primeiro de Abril: Entre Mentiras, Risadas e Outras Verdades Possíveis.

 


O primeiro de abril sempre teve um sabor especial. Na escola, parecia que o ar mudava: todo mundo chegava desconfiado, olhando para os lados, como se qualquer frase pudesse ser uma armadilha. E, claro, quase sempre era.
As crendices sobre a data circulavam pelos corredores como lendas. Tinha quem jurasse que tudo o que fosse prometido nesse dia “virava ao contrário”, ou que era azar acreditar em qualquer coisa antes do meio-dia.
E as pegadinhas… essas eram um espetáculo à parte. 
Coisas simples, mas que funcionavam sempre:
- O clássico “te chamaram na coordenação”, que fazia qualquer um empalidecer. 
- A borracha “emprestada” que nunca existiu. 
- A notícia falsa sobre prova surpresa, que deixava metade da turma em pânico. 
- Aquele amigo que chegava dizendo que tinha passado de ano por engano — e a gente acreditava por uns bons segundos.
Hoje, quando a data aparece no calendário, bate aquela nostalgia suave. Lembro das risadas, das bobagens, da leveza de um tempo em que a maior preocupação do dia era não virar alvo de uma mentira — ou, melhor ainda, inventar uma que entrasse para a história da turma.
Mas basta pensar um pouco para que essas memórias voltem: o riso fácil, a cumplicidade entre colegas e aquela sensação gostosa de que, por um dia, tudo podia ser uma brincadeira.

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