Olhando pela tela da memória, ainda vejo a cena como uma velha fotografia em preto e branco. O ginásio da SABI estava lotado, as torcidas cantavam e, na quadra, disputava-se uma partida daquelas em que perder significava voltar para casa. O jogo terminou empatado e a decisão foi para os pênaltis. Na época, um único jogador fazia toda a série de cobranças. Por algum motivo que até hoje não entendo, fui o escolhido. As cobranças seguiram equilibradas até a última. Se eu marcasse, estaríamos classificados. Caminhei até a bola com as pernas pesadas e o coração disparado. Chutei com toda a força e vi a bola explodir no goleiro adversário. Fim da história. Ou assim pensei. O árbitro apitou. O goleiro havia se adiantado. Depois de algumas discussões e muitos protestos, a irregularidade foi confirmada. O pênalti teria de ser repetido. Confesso que não lembro de ter visto a infração. Recoloquei a bola na marca fatal. Sem pensar em técnica ou estratégia, apenas chutei. Dest...
Bem‑vindo ao blog de Nélson Menezes Florisbal — um lugar para histórias simples, humanas e cheias de verdade. Aqui você encontra crônicas breves que registram momentos do cotidiano: um gesto, um ruído, um encontro, um pensamento que surge no meio da pressa. São relatos que abraçam o leitor e mostram que, mesmo nos dias mais comuns, sempre há algo digno de ser contado.