Às vezes me pego refletindo sobre
os inconvenientes da vida: doenças, pessoas chatas, milho (continuo achando um
equívoco gastronômico) e certas manifestações da irracionalidade humana.
Também tenho minhas incoerências.
Sou filho de Deus, não uma ata de reunião. Mas procuro não transformar meus
equívocos em tese.
Gosto de uma boa resenha. Gosto
do contraditório. Nada enriquece mais uma conversa do que descobrir que
estávamos errados. O problema começa quando o debate deixa de ser troca de
ideias e vira um campeonato de convicções infundadas.
Discordar é saudável. Rever
opiniões é sinal de inteligência. Agora, defender o absurdo com autoconfiança
inabalável não é personalidade, é apenas uma homenagem involuntária ao
ridículo.
Há uma diferença entre
divergência e falta de bom senso. A primeira constrói. A segunda só produz
ruído.
E para certos ruídos, a única
resposta intelectualmente honesta, emocionalmente saudável e socialmente
elegante continua sendo:
“No me gusta”.
Comentários
Postar um comentário
Agradeço sinceramente pela sua leitura e pela presença neste espaço. Sua participação enriquece o diálogo e contribui para a construção de reflexões mais amplas. Seja sempre bem-vindo.